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As três espécies de morcegos-vampiros:

  1. Desmodus rotundus - o morcego-vampiro comum.
    Alimenta-se de aves e mamíferos.

  2. Diaemus youngi - o morcego-vampiro da asa branca.
    Alimenta-se apenas de aves.

  3. Diphylla ecaudata - o morcego-vampiro de pernas peludas.
    Alimenta-se apenas de aves.

 

Morcegos-vampiros podem ser identificados pela "ferradura" no focinho, uma estrutura em forma de disco atrás das narinas.
(foto acima)

Ataques a humanos são muito raros, só ocorrendo em caso de falta de outros animais.

Os ataques acontecem sempre à noite, quando as presas (bois, cavalos, porcos, cachorros, galinhas, patos etc.) estão dormindo. Os morcegos-vampiros localizam sua presa com o olfato e a visão. Ao encontrarem e escolherem um alvo adequado, usam sua termopercepção (percepção de calor à curta distância) para saberem onde há vasos sangüíneos à flor da pela.

Depois de escolherem o local, dão uma mordida rápida, superficial e quase indolor (com forma oval). Em sua saliva, há uma substância anticoagulante, ou seja, que faz a ferida continuar sangrando além do tempo normal. Esta substância já está sendo usada na criação de novos remédios contra males da circulação. Eles usam a língua dobrada em forma de tubo para lamberem o sangue até se saciarem. Depois descansam até conseguirem urinar o excesso de água do sangue, de modo a ficarem mais leves para voar para casa.

Um hábito bastante interessante que os morcegos-vampiros possuem é usar o mesmo animal e a mesma ferida por várias noites seguidas, a fim de pouparem trabalho.

É interessante notar que os morcegos-vampiros possuem menos dentes do que outros morcegos, como os frugívoros, por exemplo. Sua dentição é adaptada para alimento líquido (só utilizam sangue), não sendo necessários dentes molares e pré-molares desenvolvidos. Os dentes incisivos são muito afiados, assim como os caninos, de modo a facilitarem a mordida rápida e indolor.

Outra curiosidade quanto aos vampiros é sua estrutura social muito sofisticada em relação a outros morcegos. As interações dentro de colônias são complexas, havendo fenômenos muito interessantes como a troca de alimento entre fêmeas, por exemplo. Fêmeas que não conseguiram se alimentar em uma determinada noite recebem sangue regurgitado ("vomitado") por outras mais afortunadas.



 Artigos e livros recomendados
  1. Wikipedia. Vampire bat.

  2. Dark Banquet: Vampire bats.

  3. Bernard E. 2005. Morcegos vampiros: sangue, raiva e preconceito. Ciência Hoje 36(214): 44-49.

  4. Greenhall AM, Joermann G, Schmidt U, Seidel M. 1983. Desmodus rotundus. Mammalian Species 202: 1-6.

  5. Greenhall AM, Schmidt U (eds.). 1988. Natural History of Vampire Bats. Boca Raton: CRC Press.

  6. Riskin DK, Hermanson JW. 2005. Biomechanics: independent evolution of running in vampire bats. Nature 434: 292-292.

  7. Manual do Instituto Pasteur, SP: Raiva dos quirópteros.

  8. Manual da Raiva, Prefeitura de Belo Horizonte.

 

MORCEGOS-VAMPIROS

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, apenas três das 1.116 espécies de morcegos existentes são hematófagas (do grego, hematos = sangue; fagos = comer), ou seja, alimentam-se de sangue. São os famosos "morcegos-vampiros". Dessas três espécies , apenas uma ataca mamíferos. É bom lembrar que eles não são "dráculas" ou demônios, mas apenas mamíferos, como nós. Não há nada de sobrenatural neles! Morcegos vampiros pertencem à família Phyllostomidae, e são classificados em uma sub-família chamada Desmodontinae (Wetterer et al. 2000).

Desmodus rotundus

Diaemus youngi

Diphylla ecaudata

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Um morcego-vampiro da espécie Desmodus rotundus atacando um cavalo. Cena reproduzida com espécimes reais no Museu de História Natural de Berlin, Alemanha.