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Famílias que ocorrem no Brasil

  1. Emballonuridae - morcegos com sacos nas asas. Família amplamente distribuida nas regiões tropicais e subtropicais do Mundo. Tem a face e os lábios lisos, orelhas unidas no topo da cabeça; muitas espécies têm glândulas na região superior das asas (protopatágio). Sua habilidade de escalar superfícies inclinadas é notável. Costumam habitar fendas de rochas, cavernas, ruínas, casas, árvores e folhagem. Alimentam-se de insetos.



  1. Furipteridae - morcegos enfumaçados. Ocorrem apenas na Região Neotropical. Há dois gêneros e duas espécies. São semelhantes aos natalídeos: a base das orelhas cobre parcialmente os olhos, as orelhas são em forma de funil, o polegar é pequeno e às vezes contido na membrana, as pernas são compridas e os pés curtos, a cauda é longa e não perfura o uropatágio, os dedos III e IV do pé são unidos; as fêmeas possuem um par de tetas abdominais. São insetívoros.



  1. Molossidae - morcegos de cauda-livre. Cosmopolitas, distribuem-se nas partes mais quentes do Mundo. Há 16 gêneros e 86 espécies. A cauda ultrapassa o uropatágio, razão do apelido da família; a asa é curta e estreita, adaptada para alta manobrabilidade, como nas andorinhas; o pelo é curto e com textura de veludo, sendo que Cheiromeles parece não ter pelos; algumas espécies tem cristas de pelos no topo da cabeça, como em Chaerophon; alguns gêneros, como Tadarida e Nyctinomops, possuem lábios franjados; as orelhas são pequenas. Assim como os vespertilionídeos, costumam habitar cavernas e ambientes similares, também sendo freqüentemente encontrados em forros de telhado. São exclusivamente insetívoros.


  1. Moormopidae - morcegos cara-de-fantasma. Há apenas dois gêneros, Moormops e Pteronotus. Esses morcegos estão restritos à Região Neotropical, distribuindo-se do Sul do Arizona ao Brasil. Seus lábios são expandidos e ornamentados com várias dobras, formando um "funil" para a boca. Em algumas espécies, as membranas das asas de encontram nas costas, dando uma aparência "pelada". A cauda está presente em todos os membros da família. Possuem especializações para reduzir o peso das asas, permitindo um vôo mais rápido e com maior manobrabilidade. Costumam utilizar cavernas como refúgios, às vezes formando colônias muito numerosas. São insetívoros.


  1. Natalidae - morcegos com orelha de funil. Distribuem-se em toda a Região Neotropical, sendo endêmicos da mesma. Há apenas um gênero, Natalus, e cinco espécies. Possuem corpo esguio, topo da cabeça alto em relação ao focinho, rabo comprido e totalmente contido no uropatágio, orelha em forma de funil, olhos pequenos e os machos têm o "órgão natalídeo" na face (com função glandular e sensorial). Comem insetos.


  1. Noctilionidae - morcegos-pescadores (devido ao hábito alimentar) ou morcegos-buldogue (devido à aparência). Possui apenas um único gênero com duas espécies: Noctilio leporinus (grande) e Noctilio albiventris (pequeno). São restritos aos Neotrópicos; distribuem-se do Sul do México ao Norte da Argentina. Os lábios superiores de dividem em uma dobra vertical, formando um "lábio leporino". As patas traseiras de N. leporinus são muito desenvolvidas, especialização que o ajuda nas "pescarias", já que ele costuma capturar peixes cravando suas garras neles. Ambas as espécies comem insetos, sendo que apenas N. leporinus inclui o hábito piscívoro. A ecolocalização é muito apurada em ambas as espécies. Apenas outros dois gêneros de morcegos consomem peixes, Myotis (M. vivesi e M. adversus) e Megaderma. Utlizam como refúgios cavernas, ocos de árvores e às vezes construções humanas.


  1. Phyllostomidae - os morcegos com folha nasal (do grego: phyllo = folha + stoma = boca). É uma família exclusiva das Américas, representando a maioria das espécies do Brasil. Possui 48 gêneros e 142 espécies. Sua característica mais evidente é a presença de um apêndice carnoso na extremidade do focinho, chamado "folha nasal", que ajuda a focalizar os ultrassons emitidos pelas narinas (sistema de ecolocalização). Nela encontram-se todos os tipos de hábitos alimentares de morcegos, inclusive os mutualismos com plantas. Dentre as suas particularidades, pode-se citar a visão bem desenvolvida. Inclui os morcegos-vampiros (subfamília Desmodontinae).


  2. Thyropteridae - morcegos com ventosas. Família exclusivamente neotropical. Há apenas um gênero, Thyroptera, com duas espécies. A característica mais marcante da família é a presença de ventosas nas mãos e pés, que são utilizadas para adesão à superfícies dos abrigos, normalmente folhas novas de Heliconia enroladas em funil. Assim como nos furipterídeos, os dedos III e IV do pé são unidos; orelhas em forma de funil e trago presente. Comem insetos.


  1. Vespertilionidae - morcegos vespertinos. É a maior e mais cosmopolita família de morcegos, ocorrendo em toda a área de distribuição da ordem. Tem 42 gêneros e 355 espécies, o que a torna a família mais diversificada de morcegos. Têm cauda longa que se extende até o limite do uropatágio, formando um V; não possuem folha nasal ou estruturas faciais complexas; as orelhas são pequenas; alguns gêneros têm narinas tubulares; a coloração varia muito entre as espécies. Costumam refugiar-se em cavernas ou estruturas humanas similares, sendo uma das principais famílias a ocuparem forros de telhado no sudeste do Brasil e em vários locais do Mundo. Podem formar desde grupos pequenos até colônias com milhares de indivíduos. Em geral são insetívoros, mas Myotis vivesi consome também peixes e Antrozous palidus inclui lagartos em sua dieta.

QUANTOS TIPOS DE MORCEGOS HÁ?


A ordem Chiroptera, que contém pelo menos 1.116 espécies (Simmons 2005), tradicionalmente é dividida em duas subordens, Megachiroptera (raposas-voadoras; apenas 1 família) e Microchiroptera (morcegos propriamente ditos; 17 famílias). Contudo, estudos filogenéticos mais recentes têm sugerido uma nova classificação, colocando as raposas-voadoras como um subgrupo dentre os demais morcegos (Teeling et al. 2005).

Os morcegos brasileiros são todos microquirópteros e pertencem a 8 famílias. O último levantamento para o país registrou 174 espécies (Paglia et al. 2012). No livro citado é possível consultar a lista de espécies de morcegos que ocorrem no Brasil.

Para referências taxonômicas e geográficas sobre todos os morcegos e demais mamíferos do mundo, consulte a versão online do livro "Mammal Species of the World" (Wilson & Reeder 2005).

  1. Pteropodidae

  2. Rhinopomatidae

  3. Emballonuridae

  4. Craseonycteridae

  5. Nycteridae

  6. Megadermatidae

  7. Rhinolophidae

  8. Hipposideridae

  9. Mormoopidae

  1. Noctilionidae

  2. Phyllostomidae

  3. Mystacinidae

  4. Natalidae

  5. Furipteridae

  6. Thyropteridae

  7. Myzopodidae

  8. Vespertilionidae

  9. Molossidae

Famílias

Uma pequena amostra da diversidade de formas em morcegos (fonte).

Raposa-voadora: Pteropus vampyrus.

(Andrea Janda)

Morcego: Artibeus lituratus.

(Marco Mello)

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